O caminho ainda é longo (…). Precisamos suportar o vento frio e o calor escaldante do deserto. O somatório de todos os equívocos desemboca em uma realidade contraditória e empobrecida. Tempos sombrios pairam sobre nossas cabeças. O caminho e o destino não nos são apresentados, em virtude de uma fome inconsequente, daqueles que deveriam primar em compartilhar o pão produzido por todas as mãos. Uma nação é o resultado do processo histórico-cultural, dos valores construídos ao longo do tempo e, claro, de nossas escolhas temporais oriundas de nossas crenças  e desejos. Não temos o que comemorar diante do retrato que nos é apresentado. Falhamos e continuamos falhando. Perdemos o sentimento de brasilidade e, a rigor, podemos perceber,  com total nitidez, o veneno criminoso de todo processo de corrupção que abraça as instituições brasileiras.

Os candidatos que se apresentam, em sua grande maioria, pertencem a política velha, a política do coronel, a política do medo, a política do tráfico, a política do arrego e, sem sombra de dúvida, a política do atraso inconsequente, forjado na conturbada condução de nossas políticas públicas.

A Educação quando não apresenta os resultados necessários no processo de transformação do indivíduo, temos a anemia e a aniquilação do desenvolvimento em todas as suas formas. A realidade é instável. As inseguranças jurídica e política  colocarão tudo a perder. A volta da inflação é iminente e a falência financeira dos estados e municípios é como trovões anunciando a grande tempestade. O sistema de seguridade social encontra-se em xeque, ou seja, o verdadeiro “trade off”. O modelo não se sustenta e não é capaz de proporcionar segurança a todos que contribuem, esperando, no futuro, uma aposentadoria razoável, que permita uma velhice digna e honrada (…). Todas essas expectativas não mais se sustentam. Teremos que enfrentar no médio e no longo prazo (10 anos em média) as dores oriundas das políticas populistas que tomaram conta do Brasil nos últimos 20 anos. O Brasil desce ao pântano da fome e do desemprego, consequência da irracionalidade  e  da luta política pelo poder.

Teremos a  pior eleição de todos os tempos, pois continuaremos mantendo no poder os desalmados e mentirosos. Não haverá mudanças profundas, muito pelo contrário, teremos uma disfunção em todo sistema econômico, que levará a sociedade brasileira ao empobrecimento, fruto de políticas irresponsáveis e corruptas. O Brasil é o  gigante que não se sustentará sobre suas pernas – a queda é certa e trágica. Elegeremos homens e mulheres sem o mínimo comprometimento com as questões prioritárias da nação. Elegeremos extremistas de direita e lobos em pele de cordeiro. Teremos, ainda, muito que lutar nas areias escaldantes do deserto. Teremos que atravessar mares revoltos e , acima de tudo, encontrar o caminho de volta. O Brasil continua sendo tratado como seleiro do mundo, simplesmente fornecedor de produtos primários sem nenhum valor agregado.

Não tenho dúvida, que das urnas surgirá  o GRANDE LEVIATÃ. A contaminação da política ao longo dos últimos 30 anos, inviabiliza qualquer tentativa de mudança, visto que, necessitamos do desenvolvimento de cada cidadão por meio da educação. Não temos braços e pernas para competir em grau de igualdade com as potências tecnológicas, que souberam nos últimos 50 anos fazer o dever de casa. O Brasil se perdeu nas bravatas populistas de seus líderes e, assim, cabe-nos simplesmente pagar a conta da festa realizada com dinheiro alheio e com taxas de juros exorbitantes. A conta chega em todos os cantos de nossa vida, enfim, não temos como escapar dessa armadilha forjada pelas mentes diabólicas de todos aqueles que se apossaram do trono da soberania brasileira. A realidade é perversa e patológica. No curto prazo quase nada podemos fazer, pois estamos na dependência do processo histórico-evolutivo de cada homem e mulher que vivem por essas terras de Cabral.

A solução deste país encontra-se em nossas mãos. Mãos indignadas, que possuem a vontade e a força necessária para mudar o destino histórico desta grande nação chamada Brasil…

AINDA NÃO SERÁ DESSA VEZ… FALTA-NOS “VIRTUS” SUFICIENTE PARA ROMPER COM NOSSA PRÓPRIA TRAGÉDIA…

Petrópolis, 23 de setembro de 2018.

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