O caminho da vida pode ser o da liberdade, porém nos extraviamos dele, já dizia Chaplin. O que podemos esperar das próximas eleições em outubro? Quais são os verdadeiros homens de bem que pelejarão para transformar nossa realidade doentia? A operação Lava-Jato pode terminar na maior pizza da história brasileira, tendo em vista o que vem acontecendo  no Supremo Tribunal Federal. As forças invisíveis continuam fazendo suas vítimas por onde passam, e logo,  nossa democracia desce às profundezas  de poços obscuros. A conjuntura não nos permiti construir cenários  otimistas, em virtude da fotografia que temos em mãos. O processo de corrupção engendrado no mais alto escalão da REPÚBLICA, inviabiliza  que os recursos cheguem aos seus destinos. A infraestrutura do estado brasileiro é pífia e assombrosa, onde tudo falta e o que existe no momento são  escombros que impossibilitam o desenvolvimento sustentável do país. O que fazer diante de tanta irresponsabilidade e cumplicidade dos principais gestores do Estado? A corrupção possui uma força devastadora que nos impedem de pisar em terra firme e sem dúvida nenhuma construir uma sociedade mais justa. As próximas eleições serão duvidosas, muitos ficarão no meio do caminho por não ter nenhum compromisso e identificação com a real realidade do eleitor, onde o desemprego, a inflação e a corrupção tornaram-se os principais pontos a serem tratados. O Brasil não avança e se perde em suas próprias deficiências. O eleitor não acredita mais nos projetos surreais dos candidatos, além disso, há um cansaço natural do próprio eleitor; cansaço promovido pela dura realidade social de mais de 50% da população. Teremos uma eleição atípica e perigosa: tudo pode acontecer.

O Brasil nasce de forma atabalhoada e  não se constrói como nação, resultado de uma cultura permissiva e escravocrata,onde a mobilidade social  apresenta taxas baixíssimas. É como se houvesse um sistema de castas que não permite mudanças entre os diversos estágios de desenvolvimento econômico e social.

A concentração de renda é um dos principais óbices que o Estado precisa enfrentar de forma direta e contundente por meio de um sistema de inteligência promovido pela força da Educação. A diferença de renda entre as classes sociais é algo estarrecedor, que contribui de forma intensa para o empobrecimento de uma boa parte da população. Os pobres pelo baixo nível de consciência social e política, continua mantendo uma alta taxa de natalidade e, assim, alimentando a roda da pobreza. A pobreza brasileira tem seu fundamento na política paternalista e salvadora e na estratégia das elites empresariais em manter as coisas como são. Tudo é muito bem pensado e organizado entre aqueles que se encontram no poder e tem força para direcionar os recursos públicos. Essa escassez de sentimento nacionalista em todas as classes, sem exceção, faz com que toda nossa infraestrutura e superestrutura continuem mantendo o status-quo de uma realidade histórica perversa, que mantem a maior parte da população vivendo de forma sub-humana. Nossas favelas nasceram no comércio de carne humana; nossas favelas nasceram da história triste de Valongo, nossas favelas é o resultado direto de uma corrupção que nasce com a formação do Brasil. Falta-nos homens debem, que queiram fazer do Brasil uma nação livre e cidadã. Enfim, falta-nos homens que não estejam  preocupados com seus interesses mesquinhos de um enriquecimento baseado na dor e no sangue de uma massa de escravos. O Brasil precisa acordar deste sono profundo e se recompor, construindo por meio de uma força nacional, um país livre das iniquidades políticas que nos amarram ao empobrecimento e ao mais profundo desrespeito à vida humana.

Precisamos estar atentos com a dura realidade que nos rodeia e procurar romper com a lógica da “mais-valia” irresponsável. A pobreza nunca contribuiu para o desenvolvimento sustentável das nações, muito pelo contrário, sempre foi uma força contraditória na transformação histórica dos povos.  Onde a pobreza floresce a terra torna-se  infértil. Por meio da Educação e da formação de valores nacionais podemos, com certeza, dar início ao fortalecimento de nossas instituições, oxigenando de maneira inteligente nossa frágil democracia (que nasce nas belas palavras de nossos representantes, entretanto, logo desaparece pela falta de acesso aos instrumentos mais básicos que configuram a cidadania).

Nossas delegacias, nosso sistema carcerário, nossa polícia ostensiva, nossos parlamentares, nossos executivos (estadual, federal, municipal), nosso judiciário, sem sombra de dúvida, podemos dizer que já se ajoelharam para os interesses subjetivos, rompendo com todo juramento feito aos símbolos nacionais. Como dizia Lulu Santos: Nós somos tudo, não somos nada, somos sozinhos nessa multidão(…). Estamos sós… Estamos por nossa conta… Resta-nos compreender a história e buscar analisar o presente que nos atormenta com suas dores e agruras. Presente que se manifesta de forma trágica, aniquilando nosso futuro, aniquilando nossas perspectivas… A permissividade somada à corrupção é o casamento perfeito que nos impede de fazer com que nosso comportamento ultrapassado seja substituído por uma visão mais nítida da realidade.

As estruturas apodrecidas tem nos colocado em estado de letargia diante dos desafios que se apresentam aos nossos olhares  distraídos. O nascimento e a sobrevivência da sociedade brasileira passa, sem dúvida nenhuma, por uma limpeza generalizada  em todas nossas instituições. A França necessitou da queda da Bastilha. E nós? O que nos falta para romper com nossa própria tragédia humana? Sei que temos muitos homens e mulheres de bem,  espalhados por esse imenso Brasil, entretanto, é preciso que todas as vozes se unam numa só luta, numa só guerra, por um BRASIL LIVRE ainda que tardio… As forças invisíveis que dominam as consciências dos que estão no poder precisam ser enfrentadas pelo remédio da moral…

 

A ENGRENAGEM PERVERSA DA MÁQUINA TEM TRITURADO NOSSA ALMA DISTRAÍDA…

Relacionados

Comente este artigo

Your email address will not be published.