OS PÉS DE BARRO DO GRANDE GIGANTE

Quando uma nação perde suas referências e vê, em vida, a morte de seus líderes, com certeza, não há muito o que fazer. A questão encontra-se no campo axiológico, campo dos valores. Fomos forjados no barro podre da política extrativista. Falta-nos “virtus” suficiente para mudar o ponto de inflexão em nossa realidade matemática. Perdemos as mãos nas coisas básicas. Parece que tudo está de perna para o ar. Ainda não conseguimos a velocidade de escape necessária para retirar este gigante do chão (Educação). O peso que nos prejudica encontra-se em nossa conduta que oxida os valores fundamentais de uma sociedade livre e democrática. Não sabemos muito bem o que fazer, porque desconhecemos as intenções, não compreendemos o jogo e as forças que orientam o movimento da política brasileira. O duro é perceber que o Brasil sucumbiu porque manteve a lógica do “toma lá dá cá”. Os discursos não empolgam, porque não condiz com a realidade de cada um de nós. É, simplesmente, um jogo de palavras do politicamente correto, no final de tudo, já sabemos que as decisões vão ao encontro do “quanto levei”. Os partidos políticos desceram no ponto mais fundo da mediocridade, não representam as demandas reais da sociedade. Suas ações não condiz, muito bem, com democracia ou república, seja lá o que for. São gafanhotos tentando devorar o pouco de dignidade que ainda resta nas famílias brasileiras. Tenho pena do homem trabalhador e da mulher que todos os dias vai a luta na tentativa de buscar o sustento para seus filhos, tenho pena do jovem que vê suas expectativas reduzidas e as oportunidades desaparecerem. Como tenho pena desse povo que só ouviu falar de liberdade e democracia. Tenho pena desse povo que não conhece uma biblioteca e não tem amor aos livros, tenho pena desse povo, que pelas dificuldades ocasionadas pelos exploradores de plantão, vende seus votos por qualquer moeda e com ele vai todas as chances de mudar essa nação verde-amarela. Como tenho pena de perceber que somos surrupiados por aqueles em quem confiamos o nosso voto. No fim de tudo, o povo recebe as migalhas que descem ao chão lameado pelas jogatinas ilegais do corpo político brasileiro. Sei que generalização é ação leviana, porque no fundo do baú ainda se encontram os “ÚLTIMOS DOS MOICANOS”. Espero um dia, que a voz do povo seja ouvida pela força da verdade e do conhecimento, que cada brasileiro possa conquistar seu espaço, sua casa, seu emprego e que os livros sejam a parte mais importante em seus lares. É preciso romper com essa lógica destruidora que fez desta nação um amontoado de gente indigente… É uma pena ver os pés de barro do grande gigante…  Estamos sucumbindo pelo peso da imoralidade… Como é triste ver tanta dor  desnecessária, oriunda da ganância desenfreada e da insensatez nas escolhas  dos caminhos. Perdemos uma oportunidade de ouro de transformar o Brasil e tirá-lo do limbo por meio de políticas públicas consistentes, voltadas para infraestrutura e educação de qualidade, mas o que prevaleceu foram ações paliativas que não tratavam a doença em sua raiz. Assim, resta-nos a esperança, de um dia, encontrar nossa voz, que foi sufocada por àqueles que, simplesmente, não se importavam…

“Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil!”

Precisamos encontrar nosso significado existencial ou seremos sucumbidos por nossa mais profunda ignorância!

RICARDO ANDRÉ

Economista  e Pós-graduado em Ciência Política, Gestão Empresarial e Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas – RJ

 

 

RICARDO ANDRÉ

Palestrante Motivacional, Consultor Empresarial – Formado em Ciências Econômicas, pós-graduado em Ciência Política, Gestão Empresarial e Finanças Corporativas pela FGV/RJ.

 

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