Por mais que as coisas pareçam fora de controle, precisamos continuar seguindo em frente na construção existencial. Não podemos nos abalar pelas dificuldades da caminhada. A luta é inerente à vida. Viver e morrer é a mesma moeda (cara e coroa). O tempo que passa em cada “tic-tac” dos segundos intermináveis, permite-nos a compreender a nossa fragilidade temporal. Viver e ser feliz não é somente uma escolha. É uma necessidade. Viver embalado pela voz do lamento é como ter pernas e não  caminhar. A vida se realiza na construção da própria história. Somos seres únicos, indivíduos, com sonhos e fraquezas. Somos indivíduos em busca de um significado, em busca de uma resposta neste vasto e infinito universo. Quantas vezes podemos sentir nossa angústia  gritando por uma resposta das infinitas interrogações da alma. Quantas vezes sentimos que precisamos fazer valer nossa frágil existência. Viver não pode ser um estado estático, mas sim,  uma dinâmica no processo de realizações. Viver é uma escolha individual, opções feitas a partir de um horizonte desejado. É a busca do futuro incerto, na verdade, é a vida e suas circunstâncias. Não é possível andar em linha reta, embora desejamos, mas a vida é uma função seno ou cosseno, desce e sobe, usando a terminologia matemática, podemos dizer, que a vida não é uma função linear, uma linha reta. A todo instante somos expostos as surpresas e aos infortúnios da experiência existencial. Viver é assumir riscos e suportar em muitos momentos, a dor e os desafios do sofrimento. Não há blindagem capaz de nos proteger  dos solavancos da vida. É uma questão de resiliência e foco. Seguir em frente não é uma escolha; é apenas a única opção.

Nós somos forjados a partir de nossos pensamentos e atitudes no decorrer da força implacável do tempo e das próprias dificuldades enfrentadas. O que desejar? Quais são as melhores escolhas no jogo de xadrez da vida? Façam suas apostas e assumam os ricos, cujas consequências  é o resultado  das escolhas pretéritas.

Aprendi que cada passo dado é flecha lançada, entretanto, é preciso que saíamos da inércia na construção de uma vida que vale a pena. Não podemos nos esconder nas sombras do medo, não podemos nos esconder em nossas máscaras sociais. Enfim, precisamos nos assumir como protagonistas do próprio destino, não dá para ficar delegando aquilo que é nossa principal responsabilidade. Muitos preferem estender as mãos cansadas na esperança de alguma esmola, que jamais se realiza. Se queremos algo, temos que ir buscar. A conquista é algo que acontece gradativamente a partir da ação do trabalho. O trabalho é o esforço principal  na construção de projetos. Sair da força litúrgica da palavra já é meio caminho andado. Eu acredito que a vida é um baú de possibilidades, precisamos abri-lo e vasculhá-lo, cada parte, em busca daquilo que nos realiza enquanto seres humanos.

A escravidão velada deste século é o maior desafio que devemos enfrentar. Homens, mulheres e crianças são alienados e escravizados de uma forma lenta, invisível e letal. Somente os olhos mais atrevidos e atentos são capazes de perceber o que ocorre nos corredores escuros de nossas pseudo-instituições. Há uma engrenagem por demais poderosa que tem como principal objeto domesticar os ânimos da humanidade. Estamos enjaulados sem uma direção aparente e, logo, ficamos absorvidos por um turbilhão de luzes e vozes, que ainda não somos capazes de compreender, mas, como sempre tenho dito: a vida se realiza em cada escolha no passar interminável do tempo, cuja  força  não somos capazes de  entender.

A força do tempo… Simplesmente, a força do tempo nos convida a viver e construir – não dizimar a vida com nossa vaidade exacerbada. Precisamos compreender aquilo que somos e aquilo que pretendemos ser. Onde estamos e onde desejamos  chegar. A vida precisa de nossa vontade para  realizar sua trajetória. É preciso que queiramos um pouco mais, que queiramos realizar algo diferente… Que queiramos a liberdade que foi trancafiada em nossas emoções recalcadas. Pensar, refletir, questionar, amar e sonhar são atributos de homens livres. É preciso que façamos algo por aquilo que pode justificar nossos dias na Terra.

” O amanhã pode ser  um cemitério de sonhos”… Sair da zona de conforto e lutar por aquilo que acreditamos, é condição para aqueles que trilham o caminho do sucesso.

Ricardo André

Economista – Pós-graduado em Gestão Empresarial e Finanças Corporativas – Pós-graduado em Ciência Política pela ADESG/UCP

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