Hoje, tratarei das ações veladas do poder. A forma como as instituições internacionais controlam a sociedade por meio de ações aparentemente honestas, submetem a sociedade a mais dura realidade de pobreza e sofrimento, entretanto, tudo parece normal diante dos olhos da democracia. Quais são as verdeiras intenções daqueles que detém o poder? Por que um pequeno grupo de pessoas no mundo tem o poder de controlar bilhões de mente em todo o globo? Por que o sistema financeiro tem o poder de controlar todas as formas de política em todo o planeta? O que está por trás das leis máximas do sistema econômico: demanda e oferta? Enfim, tenho plena convicção que somos tratados como gado, somos conduzidos pelas “mãos invisíveis” de um sistema que busca, a cada momento, expandir e expandir seu próprio mercado. As boas intenções de muitas organizações escondem os efeitos colaterais de suas respectivas ações, no continente africano, sul americano e asiático, no final, sabemos que o objetivo único é a maximização da lucratividade, em detrimento à liberdade, à democracia e à dignidade humana. Citarei o trecho de um livro, do Cabo Anselmo( Minha Verdade, pag 210), que estou terminando de ler que diz:

” Agora dizem que o mundo mudou! Mas a Rússia, os Estados  Unidos e a Europa conservam as ogivas nucleares que formalmente  acordaram  em desativar no fim da Guerra Fria. China e Índia  entraram para   o Clube Atômico.  Todos desenvolvem suas economias seguindo o modelo  capitalista. A guerra continua. Apreciamos de mãos atadas o primado  da economia sobre o homem. Agora adotam o sofisma da  defesa e preservação ambiental. Como se a madeira nobre que sai da Amazônia não fosse substituir as paredes bichadas pelos cupins do Parlamento  e dos castelos da Inglaterra ou abastecer a indústria mobiliária da China. Como se a bauxita e a alumina que saem do Pará  e do Maranhão  não fossem  a matéria prima do alumínio  cotado na Bolsa de Londres, reservado  o “minimum minimorum” para a sobrevivência  dos que trabalham nas matas daqueles territórios selvagens.Tudo com anuência dos nossos governantes, de direita  ou de esquerda, de centro, civis ou fardados, ditadores ou democratas, atrelados ao sistema financeiro internacional e tratados comerciais impositivos.

Somos detentores das maiores reservas de nióbio  conhecidas na Terra, exportadores de 98% do que o mundo  utiliza desse minério raro, cotado apenas na Bolsa de Valores da city londrina. O Canadá, com a renda dos 2% que exporta, mantém todo o sistema de saúde nacional. Temos a sílica, cujos  depósitos naturais  e utilidade estratégica são temas  esquecidos  ou omitidos. Os compradores  decidem o valor do minério, o produto do trabalho e a vida  das pessoas. Decidem  quando e onde uma  guerra pode resultar no ambiente propício a intervenção “humanitária” , para a “ajuda” aos pobres.Escondem a origem  e a natureza real dos conflitos políticos e econômicos que afligem toda a humanidade.”

Enfim, as ações das instituições internacionais e nacionais estão de acordo com as mãos que as alimentam e subjacente a todas as atrocidades e crimes de guerra, encontra-se o jogo doloroso e impiedoso do poder, buscando a manipulação, a alienação, e a escravização das mentes menos preparadas. Somos, simplesmente, joguetes nas mãos da engrenagem de poder. Eles dizem quando devemos comprar, quando devemos ter férias, quando devemos estudar e onde devemos estudar, o que devemos pensar, o que devemos comer, o que devemos fazer, etc. Há um jogo extremamente organizado, para nos colocar sedados diante  de uma lógica alucinante de enriquecimento de oligarquias ao redor do mundo. Somos presas fáceis nesse jogo, onde tudo é feito de forma ilusória, impedindo o encontro com a realidade.

Não há  nenhum interesse que o Brasil deixe de ser subdesenvolvido, pois assim, eles continuarão controlando nossas riquezas de acordo com suas conveniências… É preciso que nos coloquemos em posição de combate, por meio de uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE   E INVESTIMENTO MACIÇO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA,  que nos permita mudar  a direção de toda essa história extrativista que se iniciou em 1500. O Brasil não tem nenhuma linha política, porque os políticos se transformaram nos braços perfeitos dessas organizações financeiras e industriais que tem por objetivo manter-nos em condições submissas.

Olhem bem o que está acontecendo com a nossa PETROBRÁS. Analisem a privatização da Vale do Rio Doce, da CNN, da USIMINAS,  da  telefonia móvel e fixa. E, por favor,  lembrem que muito antes de iniciar a explosão de corrupção da PETROBRÁS,    o americano Edward Joseph Snowden  (um analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA, que tornou públicos detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana) em suas declarações afirmou que, a PETROBRÁS e o governo brasileiro estavam sendo vigiados. Outra questão que merece nossa atenção, que logo após a descoberta do pré-sal e a possibilidade de extrair petróleo das profundezas oceânicas, ocorreu a queda abrupta dos preços do petróleo nas bolsas internacionais. Sabemos que o preço do petróleo no mundo sempre foi tratado como um instrumento da geopolítica americana e com os preços abaixo dos  120 dólares o barril, tornou-se impossível explorar o pré-sal. Engraçado que tudo isso surge no momento em que a Rússia invade a Ucrânia. Com a queda do barril de petróleo o Brasil ficou impossibilitado de explorar o pré-sal e perdeu recursos para manutenção do próprio Estado, a Rússia perdeu poder financeiro e a Venezuela não consegue abastecer os supermercados com papel higiênico, ou seja, uma ação inteligente do governo americano com a OPEP, conseguiu desequilibrar esses 03 países de forma muito fácil. É o jogo perfeito do poder, que monitora cada movimento no processo político e econômico, com o objetivo precípuo de subordinar  as nações emergentes de acordo com suas conveniências. Estamos vivendo um momento preocupante não só na política, como também em toda nossa frágil economia. Sinto, que os contratados do sistema internacional, nossos pseudos políticos, criaram a situação propícia para a falência do sistema  PETROBRÁS. Não se enganem que haverá, em seguida, uma total desarticulação de uma das maiores empresas brasileiras, tudo isso, feito de forma inteligente e ordenada pelas “mãos invisíveis” dos principais interessados em manter a pobreza brasileira. No próximo post, tratarei da Amazônia e os interesses internacionais.

Todo sistema econômico é viciado e monitorado de acordo com as reais necessidades dos grandes centros de poder, como: Estados Unidos, Europa e alguns países asiáticos. A nossa solução se encontra na reconstrução de nossa soberania e a democratização do sistema educacional. Não dá para continuarmos fingindo que estamos  dando educação de verdade. A realidade da educação brasileira, infelizmente, é doentia. Estamos abortando os sonhos de nossas crianças e de nossos jovens, à medida que, impedimos que  o futuro dessa juventude venha ser promissor. O país tem sido cúmplice de um dos maiores crimes que pode ser cometido contra qualquer sociedade: não permitir que as pessoas evoluam e se capacitem por falta de uma educação de qualidade.

Até quando seremos uma sociedade emergente?

Até a próxima.

Ricardo André

Economista e Pós-graduado em Ciência Política pela ADESG, pós-graduado em Gestão Empresarial e Finanças Corporativas pela FGV – RJ,  palestrante motivacional, professor de finanças, Consultor Empresarial.

Relacionados

Comente este artigo

Your email address will not be published.